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Número de corretores aumenta 44% em cinco anos

Os dados comprovam a percepção de que o mercado imobiliário tem se tornado cada vez mais atrativo para milhares de empreendedores e profissionais

08/07/2024 às 06h00
Por: Redação Fonte: Imobireport
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Número de corretores aumenta 44% em cinco anos

O número de corretores de imóveis no Brasil aumentou 44% nos últimos cinco anos. Em 2018, eram 383 mil profissionais ativos no Brasil. No fim de 2023, esse número saltou para 554 mil, conforme dados do Cofeci (Conselho Federal de Corretores de Imóveis). Em relação ao ano passado, o crescimento foi de 8%. 

Ainda segundo o conselho, houve também uma expansão significativa no número de imobiliárias em operação no país. Em 2018, eram 47 mil dessas empresas ativas. Já no fim do ano passado, foram registradas quase 26 mil imobiliárias a mais, para 73 mil em operação, o que representa um crescimento de 53% em relação a cinco anos atrás.  

Os dados comprovam a percepção de que o mercado imobiliário tem se tornado cada vez mais atrativo para milhares de empreendedores e profissionais. Para compreender essa expansão através dos olhos dos corretores, o Imobi Report entrevistou duas pessoas com perfis distintos, que encontraram na corretagem o seu ofício.  

Nova Geração
Anna Clara Ananias e Silva trabalha como corretora para uma das maiores imobiliárias de Anápolis (GO). Com 22 anos de idade, esse é o seu primeiro emprego, no qual atua há pouco mais de 3 anos. A oportunidade surgiu através de uma publicação on-line.  

A corretora afirma que se sente realizada com a profissão, que oferece muitas possibilidades a quem se dedica e se adapta às mudanças. “O mercado tem espaço para aqueles que sonham grande e querem fazer acontecer. Os profissionais no modelo antigo de trabalho, ou até mesmo os que não se capacitam, não permanecem”, ressalta a corretora.

Anna afirma que busca atualização constante, por meio da leitura de notícias do setor e da realização de cursos e capacitações. Ela também utiliza as redes sociais como instrumento de trabalho, com o objetivo de criar conexões com potenciais clientes e parceiros de negócios. Para a profissional, os grandes influenciadores do mercado imobiliário trazem credibilidade e visibilidade para os corretores, ajudando a remover os velhos estigmas sobre a profissão.

Veterano
Com três décadas de atuação na corretagem de imóveis em Curitiba (PR), José Carlos Gomes não se sente impactado pelo aumento no número de corretores, em especial os mais jovens. Em sua percepção, a rotatividade de profissionais na área é grande. “São muitos que entram no mercado imobiliário, mas eles não ficam por muito tempo na atividade”, ressalta.  

José foi funcionário público da Copel (Companhia Paranaense de Energia), por 25 anos. Ele se aposentou muito novo, aos 44 anos. Decidiu, então, tornar-se corretor de imóveis, um caminho trilhado também por outros funcionários públicos. 

A mudança para a nova carreira foi radical, mas ele afirma que a adaptação foi tranquila. Para José, vender imóveis é um trabalho incerto, no qual os compradores podem declinar das propostas momentos antes de assinar o contrato. De acordo com o corretor, para ser bem sucedido na profissão é necessário ter uma boa rede de contatos. 

Concordância entre gerações
A profissão do corretor de imóveis foi regulamentada no Brasil apenas em 27 de agosto de 1962, pela  Lei nº 4.116. Porém, registros indicam que a intermediação na comercialização de imóveis é praticada no país desde a vinda da família real portuguesa. De lá para cá, a atividade segue em constante evolução, impulsionada por mudanças socioeconômicas, novas legislações e avanços tecnológicos.

Inevitavelmente, a expansão no número de corretores no Brasil promoverá mudanças, trazendo novas perspectivas e rompendo dogmas. Haverá debates relacionados à transformação digital e à necessidade de capacitação, mas também há lugar para concordância.

Apesar das diferenças geracionais, para ambos os entrevistados o relacionamento humano segue sendo o elemento mais importante para obtenção de sucesso no mercado imobiliário. Outra percepção compartilhada é que, independentemente do aumento no número de profissionais, nem todos os corretores que ingressam na atividade vão permanecer, diante das incertezas e demandas do setor.

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