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Escritórios e imóveis comerciais sinalizam recuperação

Outro movimento ligado aos imóveis para uso comercial se relaciona à demanda de lojas físicas por grandes varejistas, principalmente de marcas de luxo

26/06/2024 às 11h30
Por: Redação Fonte: Imobireport
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Escritórios e imóveis comerciais sinalizam recuperação

O movimento na locação de escritórios e imóveis para uso comercial tem ganhado destaque na imprensa nas últimas semanas. No caso dos escritórios de alto padrão de São Paulo, vale um
histórico: o aumento no estoque foi de 44,6%, na última década. No Rio de Janeiro, o crescimento foi de 37,3%, no mesmo período, segundo levantamento da consultoria imobiliária Newmark.

Em relação à taxa de vacância, houve um aumento de 20,2% para 23% na capital paulista e de 19,1% para 31,7% na capital fluminense, nos últimos dez anos. Considerando o contexto pós-pandemia e a adoção do trabalho remoto e híbrido, os números são considerados razoáveis. A maior vacância em São Paulo ocorreu em 2021, com 24,7%, e no Rio de Janeiro em 2018, com 41,9%, como efeito após as Olimpíadas de 2016 e outros projetos que não se concretizaram.

A presidente da Newmark no Brasil, Marina Cury, destaca que há demanda por locações corporativas, mas a indefinição sobre o tipo de ocupação afasta uma recuperação rápida. Ela afirma que está acontecendo uma remodelação no uso dos escritórios no país, o que influencia até mesmo a forma de cálculo de área que determinada empresa precisa locar. O planejamento das empresas ganhou novos contornos, com a necessidade de mapeamento de quantos dias são presenciais para cada equipe e a demanda por espaços de convivência.

No segmento de condomínios logísticos, também é registrada uma expansão. Em 10 anos, o volume desses imóveis passou de 17 milhões de metros quadrados, em 2014, para 35,3 milhões de metros quadrados, neste ano. Nesse período, a vacância dos condomínios logísticos e industriais no país diminuiu de 18,8% para 8,5%. Para os próximos anos, a tendência é que haja um crescimento dos galpões “last mile”, a última parada de mercadorias antes da entrega aos compradores, na esteira do acelerado crescimento dos deliverys.

Outro movimento ligado aos imóveis para uso comercial se relaciona à demanda de lojas físicas por grandes varejistas, principalmente de marcas de luxo. A percepção é que os consumidores não estão mais limitados ao físico ou ao digital, mas sim transitando entre ambos, no que alguns preferem chamar de figital. Por isso, marcas como Gucci e Prada têm investido consideravelmente para estar em locais icônicos e oferecer experiências únicas aos seus compradores.

Mais um setor que aquece o mercado imobiliário é o de farmácias. Segundo um levantamento divulgado pela marca Close-Up International, no Brasil já são mais de 90 mil farmácias, o que representa um crescimento de quase 10% nos últimos dois anos. Elas protagonizam um movimento que pode ser chamado de “farmacialização das esquinas”, dada a preferência por essas localizações. Nas grandes cidades, não é incomum que um comércio tradicional ou terrenos vazios deem lugar a uma farmácia. Geralmente, essas empresas trabalham com o modelo BTS e contam com o auxílio de imobiliárias e construtoras especializadas nesse segmento, com rápida construção.

Por fim, em São Paulo, o boom imobiliário está reconfigurando o cenário gastronômico. Restaurantes tradicionais localizados em lojas de rua têm sido obrigados a se mudar, já que os imóveis antigos frequentemente têm sido vendidos a construtoras. Por outro lado, há novos empreendimentos que abriram as portas para esses estabelecimentos gastronômicos. 

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