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Empréstimos pelo MCMV dobram em um ano e incorporadoras aguardam suplementação

Levantamento da Abrainc mostra que foram R$ 41,8 milhões concedidos em crédito nos quatro primeiros meses de 2024

29/05/2024 às 11h30
Por: Redação Fonte: Valor Econômico
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Empréstimos pelo MCMV dobram em um ano e incorporadoras aguardam suplementação

O volume de empréstimos concedidos para a compra de imóveis por meio do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) dobrou no acumulado de janeiro a abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023.

Foram R$ 41,8 milhões concedidos em crédito, ante R$ 20,4 bilhões há um ano, mostra o Panorama do Mercado Imobiliário, elaborado pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

O valor representa 40% do orçamento para o programa neste ano, de R$ 106 bilhões. No entanto, não há dúvidas no setor de que uma complementação será realizada pelo governo federal, porque o programa é considerado um dos principais produtos da atual administração.

Não deve haver problema neste ano, reforça o diretor-financeiro de uma incorporadora do setor, que pediu para não ter o nome divulgado. Ele espera uma suplementação de cerca de R$ 25 bilhões. Porém, afirma, deve ser preciso pensar em um ajuste para os próximos anos, para que a política não dependa sempre de suplementações.

As empresas do setor e suas associações de classe defendem uma redução de recursos do FGTS utilizados para a compra de imóveis usados (antigos) por meio do MCMV. O percentual de usados no programa chegou a 34% no primeiro trimestre, ante 9,5% no início de 2022. O executivo também defende uma redução do orçamento destinado para a linha de pró-cotista, que atende trabalhadores com ao menos três anos de contribuição ao fundo, sem limite de renda. Para 2024, o orçamento é de R$ 8,5 bilhões, dos quais ao menos 50% deve ser usado em imóveis novos.

Uma das atualizações feitas no MCMV no ano passado foi o aumento do valor máximo para que as unidades sejam vendidas dentro do programa. Se antes o limite era de R$ 264 mil em São Paulo, no Rio e em Brasília, e menor do que isso em outras cidades, hoje é de R$ 350 mil em todo o país. Isso contribuiu para um crescimento de 41% no ticket médio da unidade vendida no programa, na comparação de abril deste ano com o mesmo mês do ano passado, para R$ 226 mil.

Também contribui para um ganho de rentabilidade das companhias do setor. Em relatório publicado no dia 22, analistas de mercado imobiliário do Itaú BBA destacaram que as incorporadoras listadas tiveram um crescimento de margem bruta, tanto na comparação anual quanto sobre o quarto trimestre de 2023.

Houve também queda de 0,9 ponto percentual nas despesas com vendas, em relação à receita líquida, na comparação com o último trimestre do ano passado.

As companhias seguem otimistas com lançamentos para o ano. “Algumas até preveem potencial para aumentar o pipeline”, destacam os analistas do Itaú BBA.

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